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São Luís, MA.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Na profundeza dos sonhos







Nas últimas duas manhã tive sonhos estranhos e, digamos, assustadores. 

É verdade que há muitos anos percebi que existe um horário da manhã (entre 7 e 10h) que eu tenho sonhos muitos profundos e dos quais é muito difícil (às vezes impossível) sair deles. Mas já faz dois dias que sou quase sequestrada por Morfeu durante o dia. Não importa o que eu esteja fazendo, o sono vem como se fosse efeito de um veneno e eu  imediatamente adormeço profundamente, apago.  

Todos os meus sonhos nesses horários tem uma história, um roteiro pra ser desenvolvido e em geral cheias de dramas e de aventuras. Eu estou sempre em lugares desconhecidos e tentando me virar, fugir, resolver alguma coisa etc. Mas nas duas últimas manhãs eu não conseguia fazer o que eu tinha que fazer no sonho porque eu dormia. 

Dá pra acreditar nisso? No sonho eu dormia tão profundamente que sonhava. Eu tentava ficar acordada (no sonho) mas não conseguia. Eu tinha que resolver coisas importantes  no sonho, coisas das quais minha vida dependiam, mas meus olhos pesavam e o sonho que eu sonhava dentro do sonho era tão profundo que eu estava presa sem conseguir sair enquanto tinha plena consciência que sonhava. 

Isso aconteceu na primeira manhã (ontem), aí eu acordei do primeiro sonho perdida, atordoada porque percebi que ainda estava sonhando, acordei de novo (agora de verdade) e fiquei meia hora sem entender o que tinha acontecido. Eu estava num terceiro nível de sonho, e o pior é que eu conseguia lembrar do sonho que sonhei dentro do sonho. 

(Será que estou ficando louca!?!)

Hoje de manhã já estava totalmente acordada, já tinha levantado da cama, escovado os dentes, bebido água, feito algumas coisas etc. quando me veio novamente um sono desses que pesava uma tonelada. Dormi, apaguei. 

No sonho de hoje eu estava no Deserto do Atacama. Eu havia sido levada para lá, não sabia como e nem por quem. Estava perdida. Tentava encontrar respostas. Encontrava em uma casa  verde que tinha bem no meio do deserto, dormindo tranqüilamente numa rede, o meu amigo Pedro Bernardino. Eu o acordei e o chamei para dar uma volta para descobrir onde estávamos. Parece que ele já estava lá há mais tempo e nunca se preocupou de entender o porquê. 

Quando caminhávamos no meio do deserto, comecei a sentir muito sono e disse: Pedro, não posso continuar, não consigo ficar acordada, sinto que vou adormecer. Ele relutou dizendo: você não pode dormir aqui, precisamos tentar fugir, é perigoso. Eu simplesmente apaguei. No sonho eu senti um sono tão pesado que me sentia arrastada. Era impossível não dormir. Muito parecido com o efeito (delicioso, diga-se de passagem, de quanto tomamos uma anestesia total.) 

O mais estranho é que quando dormi,acordei. Assustada, mas ao mesmo tempo admirada e curiosa. Fiquei um tempão deitada na cama pensando: 

Será que isso vai acontecer amanhã de novo? Por quanto tempo? Por que isso está acontecendo comigo? Por que não consigo ficar acordada nem no sonho? 


Só Freud explica. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O que você vê nessa imagem?


Cronos












Velhas Gavetas


Quando você percebe que alguns anos passaram 
e que o peso do tempo esmagou alguns de seus sonhos,
 parece que você se deixou desviar por pequenas coisas,
 que guardou as grandes na gaveta do armário, 
mas volta e meia o velho armário precisa ser limpo 
você é obrigado a dar de cara 
com tudo aquilo que você nunca foi, nunca fez...

E a sensação de que aquilo era importante parece te possuir 
junto com a sensação de tudo o que fez até agora 
não vale muita coisa,
de que não há nada mais pra se fazer 
a não ser olhar pra vida com o olhar um pouco mais triste, 
deixando aos poucos de ser criança, 
trancando e escondendo a chave dessa gaveta velha e empoeirada onde estão seus sonhos enquanto a vida continua se arrastando sem cor pra todos nós. 



04/01/13 09:44
Horário de luz natural do Pacífico