Encontros

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São Luís, MA.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Vendo um coração

Eu sei bem que quando a gente desapega de coisas e de pessoas 
tudo fica mais leve e a bagagem da vida fica menor. 

Sem precisar se despedir, fica mais fácil partir sem doer.

Sem bagagem fica mais fácil embarcar em qualquer avião, em qualquer barco, trem ou bicicleta. 

Fica mais fácil seguir em frente quando você não tem nada pra levar.
Quando não tem ninguém pra deixar pra trás. 
É só mudar o rumo, a rota.


Se



Se eu não tivesse medo
te contaria
quantas vezes
no mesmo dia 
eu penso em você

Se eu não tivesse medo
te cantaria
todas as canções
sem melodia
que já fiz pra você

Se eu não tivesse medo
te falaria
sem pensar 
sobre a essa alegria
que eu só sinto quando estou com você 

Se eu não tivesse medo
de te perder um dia
Eu correria
pra te abraçar 
e me entregaria
à você. 

Se,
eu não tivesse medo... 

sábado, 12 de agosto de 2017



A MENINA E O MAR



Conheci o mar em 1999. 
Eu tinha exatamente 9 anos,
naquela época esse era o maior sonho da minha vida. 
Quando me vi diante daquela imensidão, meus olhos brilharam.
Minha mãe disse: pode ir. 
E eu fui correndo. 
Entrei na água com o coração acelerado, eu tava acostumada a nadar em açudes com águas calmas e doces. 
A onda veio com força e me derrubou. 
Engoli água, areia e muito sal. 
Levantei triste, quase chorando. 
Minha mãe fez uma foto, tenho ela até hoje. 
Nosso primeiro encontro não foi como eu esperava, mas continuamos assim. 
Eu amo quando a força das ondas me puxa pra dentro ou me joga pra fora. 

 O mar é isso, indomável.



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Selvagem




Meus textos são selvagens, minhas palavras, meu pensamento. 
Assim como o meu corpo que dança, salta e gira sem seguir padrões.
É como o meu coração que ama, mas não se entrega.
Sou incapaz de controlar minha escrita,
incapaz de adaptar meu corpo,
de dominar meus impulsos,
de pertencer ou fixar-me.
Sou selvagem 
e tudo que escrevo ou faço é livre,
 corre solto por aí.