O tempo se arrasta
ecoa um silêncio
imposto por palavras que não dizem nada
Um sentimento confuso
corroendo por dentro
Não vou abrir a janela
A textura da sombra
conforta o peso e a dor da espera
De repente perdi o bonde
o trem, o prumo, o rumo.
Uma sequência de erros
tentando escapar das consequências de existir
Já não me reconheço
diante de mim mesma
Estou melhor sem você
No último instante
vou aprender a dizer não
No último cigarro
dessa madrugada fria
apagando memória, queimando velhas fotografias
Eu dei as costa para o amor
joguei fora as cartas da certeza
mas eu quero voltar
Um dia
Talvez
Eu vá me encontrar.
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