25/10/2019
Eu não quero prometer o que eu não posso dar
Eu não quero te ver sofrer,
entenda quando eu me afastar
Eu nasci pra estrada
Pra ir sem voltar
Nem adianta insistir
Eu não posso ficar
Eu não me encaixo em nenhum lugar
Eu gosto de coisas distorcidas
O som amargo da tua voz
E se não der, tá tudo bem
Eu sei que vou te reencontrar
Você quer isso também
Quem olha só vê solidão
É incoerente essa razão, uma previsível ilusão
Você me pediu um beijo
E eu te dei meu coração
E a gente vai acumulando histórias não vividas, amores perdidos, a vida que não foi como a gente queria que tivesse sido
A praia que não fomos e tantas outras coisas que ficaram naquele papel que você rasgou
Que era a lista das coisas que queríamos fazer juntos
As fotos, as cartas, cada lembrança
faz de mim mais dolorida
“Já que eu não mato a saudade, vou deixá-la dormir”
Álvaro Cueva
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